Músicas

Esplendor

Letra e Música: Emanuel “Pimba” Castelo

(Rapaz:)
Já lá vão os dias
Em que um olhar teu me bastava
Em que me dizias “Vem” e eu te beijava

Esse sentir dos teus lábios,
Algo que não sei explicar…

O que é feito do tempo
Em que tanto demoravas
Quando me abraçavas
E te perdias no olhar

Guardo de ti esse abraço
Que sempre te fez voltar.

(Refrão:)
Quero matar este desejo
Com o calor do teu beijo
Que envolve o luar
Quero ter-te sempre por perto
Um amor livre e descoberto
Sem ninguém p’ra nos julgar.

(Rapariga:)
Do teu toque a saudade
Não tardou em vir
Faz-me falta, é verdade,
Esse teu sorrir
Ai que sina, ai que dor
Tanto é o teu esplendor.

És chama que não arde
Que torna os sonhos latentes
És a mão que suave
Traça caminhos imprudentes

Traz-me essa voz tão calma
E o teu quente sussurrar

(Refrão)

(Bridge)

(Refrão em dueto)

vídeo

Teu Sorriso

Letra e Música: João “Jogabi” Almeida

Julguei que seria
Loucura, ousadia
Pedir que me ouvisses cantar
Disseste talvez
E o teu olhar se fez
Doce canto de sons e de mar
Ganhei asas e fi-lo sonhar
Com a distância de não te encontrar

(Refrão:)
Quero
Hoje dizer-te que não tenho
Mais do que azul para dar
Sei que não me mentiste
Quando um dia sorriste
Ao saber que não ia mudar
Para sempre eu hei-de ouvir:
“Amor é querer te ouvir
Cantar”

A tua paixão
Foi a minha ilusão
E tentei perceber o porquê
Contigo tão perto
Não conto decerto
Teu sorriso ver mais uma vez
E dar daquilo que se fez
Uma sombra de luz a cantar

(Refrão)

áudio

Vida Boémia

Letra: Roberto “Bar Aberto” Leandro | Música: André “Quaresma” Oliveira e Filipa “Xaxa” Batista

Lá vão na noite os estudantes
Amantes da vida malvada
Em romaria de sons
De negra capa traçada

Vão alegres os boémios
Pelas ruas desta cidade
Bate já no coração
A ilusão da mocidade

Nas toadas que cantam
São males que espantam
Tristezas que rejeitam

É sempre mais forte
A guitarra, a saudade
É com ela que se deitam

(Refrão:)
Esta vida boémia
Da gente estudante
Amantes da saudade
Das capas fazem bandeira
Em cada noite errante
P’las ruas desta cidade

Amantes que não se redimem
Vagabundos, reis sem coroa
Fazem dos versos que exprimem
A verdade que’os magoa

Dão tudo em troca de nada
São como heróis sem medalha
Sua voz é a sua espada
Qual a sorte que lhes calha?

Fazer vida da dor
Ser poeta, trovador
Nunca perder a esperança

Se cantam é por amor
Não terão mais valor
Que’a boémia aliança

(Refrão)

vídeo

Sentença

Letra: Roberto “Bar Aberto” Leandro | Música: Pedro “D’ZRT” Rodrigues

Nas horas de maior loucura
Que a noite não cura
Entre sonhos e luar
Te dou em verso este canto
Que não exprime o quanto
Eu te quero amar

Lágrimas e sorrisos
Me marcam os passos
Que sempre te procuram,
Nos instantes imprecisos
Em que os teus olhos me matam,
Me matam e me curam…

(Refrão:)
Sou guerreiro, sou amante,
Marinheiro errante
Desta nau que te navega,
Sempre perto ou tão distante
Cavaleiro andante
Que pelos teus olhos se entrega

Nem de acordes nem de versos
Se diz a beleza
Que me traz sonhando,
Preso nos beijos dispersos
Que a tua incerteza
Cruel, me foi dando

Morto por essa verdade
Que a tua indiferença
Agora ditou
Guardo de ti esta saudade,
Que é minha sentença
Do amor que te dou…

(Refrão)

Silêncio do Tom

Letra: Duarte “Tintin” Sousa | Música: João “Jogabi” Almeida

Chamando o tom
Canto rouco e me despeço
De um mero som
No qual brinco e tropeço

Não quero estar tão perto
Do começo e desistir
Sorrindo ao incerto
Sem um rumo a seguir

(Refrão:)
Tens tanta doçura
Tens tanto saber
Viverás comigo até morrer

Busco caminho seguro
O som tem de nascer
É uma luz no escuro
Que tu tens de acender

Canta baixinho
Com a força de querer
Um dia sozinho
É um dia para esquecer

(Refrão)

áudio

vídeo

Capas Negras de Estudante

Letra e Música: João “Xanana” Videira

(Refrão:)
Capas negras de estudante
São sinal de despedida
São como a capa que eu trago
Ao ombro na minha ida
Numa noite de luar
Capas negras de estudante
Ao amor eu vou cantar

À janela vou cantar
Tudo o que agora eu sinto
Prá donzela enamorar
E jamais ser esquecido
Trovas de amor eu deixo
Prá donzela que eu amo
Minha capa e um beijo
E o amor que por ti clamo

(Refrão)

A lua por companheira
Para sempre recordar
Os amores que eu já vivi
Os amores que eu vou deixar
Minha sina de estudante
Que agora chega ao fim
Foi vivida cada instante
P’lo amor que por ti senti

(Refrão)

Sonhando

Letra e Música: João Pedro “Greg” Pereira

Andava por aí cansado
Percorrendo as ruas
Levando um recado
Esperando por ti no mercado
Sonhava em ter-te
P’ra sempre a meu lado

Queria dizer-te que te amo
Que quero abraçar-te
Fundir-me em ti
Dizer-te que não tenho um plano
Destino ou sorte
Eu quero-te a ti

(Refrão:)
Sonhando
Supero as barreiras
As encruzilhadas
Incertas do amor
Buscando
Expressões encantadas
Palavras sentidas
Eu amo com dor

Sentindo um vazio crescente
Tentando encontrar-me
Eu sigo em frente
Procuro em ti a verdade
Procuro o meu norte
A loucura, a saudade

Queria dizer-te que te amo
Que quero abraçar-te
Fundir-me em ti
Dizer-te que não tenho um plano
Destino ou sorte
Eu quero-te a ti

(Refrão)

áudio

vídeo

http://www.mixcloud.com/escstunis/1-escstunis-sonhando/

Imperial

Letra: Sofia “Tiques” Amaral | Música: Ricardo “Boxers” Martins

(Refrão:)
Só tu matas minha sede
Só tu és desinteressada
E só tu me compreendes
Nas noites de guitarrada

Loira, altiva, e poderosa
Tu és única e inebriante
És a única mulher
Na vida de um estudante

(Refrão)

Sempre fresca e disponível
És a melhor companheira
Quero-te sempre a meu lado
Nas noites de bebedeira

(Refrão)

Quero viver a trinar
As cordas da minha vida
Para te saborear
Na hora da despedida

(Refrão)

áudio

Olh’á escstunis

Letra e Música: João “Xanana” Videira

(Refrão:)
Olh’á escstunis
Com a sua mocidade
Cantando suas canções
Para vós nesta cidade
Olh’á escstunis
Estudantes afinal
Cantaremos para vós
Gente deste Portugal

Percorremos Portugal
Mostrando as tradições
Vivemos sempre a cantar
Enamorando corações
De guitarras na mão
Para nos acompanhar
Serenatas às donzelas
Esta noite vamos cantar

(Refrão)

Santo António padroeiro
Do estudante em Lisboa
Percorreu o mundo inteiro
A fazer coisa boa
Nossa vida de estudante
De boémia e de saudade
Com as nossas capas negras
De volta a esta cidade

(Refrão)

áudio

Zé Portuga

Letra: Roberto “Bar Aberto” Leandro | Música: Pedro “D’ZRT” Rodrigues e Luís “Crómio” Alves

O bom português
Veste camisa gasta
No punho e na gola
A calça já russa
Sapato de meia sola.

O bom português
Diz bom palavrão
Coça as partes baixas
E cospe no chão.

O bom português
Engana as finanças
Engana meio mundo
E estoura poupanças.

O bom português
Só gosta de fado
Só vibra pla bola
E vive cansado.

Trabalha pouquinho
Pra não se gastar,
Atesta no vinho
E sabe arrotar.

É fã do tremoço
E dos “minuins”,
Traz ouro ao pescoço
E pedras nos rins.

O bom português
Não dispensa a conquilha
Palita os dentes
Não fecha a braguilha.

O bom português
Tem pelo no peito
E unha crescida
Pra limpar a preceito.

O bom português
É analfabeto
Mas manda cagar
No tempo correcto!

O bom português
Tem de assobiar
Prá miúda gira
Que vai a passar.

O bom português
Debate na tasca
O como e os porquês
Do país estar à rasca.

O bom português
É sempre campeão,
Trabalha um mês
Já diz que é patrão…!

Infante

Letra: Fernando Pessoa | Música: Dulce Pontes

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce
Deus quis que a Terra fosse toda uma
Que o mar unisse, já não separasse
Sagrou-te e foste desvendando a espuma

E a orla branca foi
De ilha em continente
Clareou correndo até ao fim do mundo
E viu-se a terra inteira, de repente
Surgiu redonda do azul profundo

Quem te sagrou, criou-te português
Do mar e nós em ti nos deu sinal
Cumpriu-se o mar e o império se desfez
Senhor, falta cumprir-se Portugal

Mundos Mudos

Letra: Carlos Nobre | Música: João A. Nobre

Ligo ao correio só para ouvir a tua voz
Sei que é cena fora mas chega a hora em que ele chora por nós
A vida corre tranquila cada vez menos reguila
Meto guita de parte e a cabeça não vacila tanto
Para minha alegria e meu espanto

A saudade do que passou
Não é mais que muita
Mas por muita força que eu faça
Ela passa por saber que te vivi

Deste tudo, eu joguei, arrisquei e perdi
Agora

(Refrão:)
Muda o teu número que eu mudei o meu
Muda o teu número que eu mudei o meu
Muda o teu número que eu mudei o meu
Muda o teu mundo que eu mudei o meu.

Cada vez que eu ligo tento deixar mensagem
Mas nunca arranjo a coragem
Eu gostava apenas de partilhar contigo o habitual
Gostava de dizer que ainda gosto bastante de ti

A casa está diferente parece digna de gente
Dá gosto sentar no sofá com a tv p'la frente
Comprei uma máquina de café
Xpto, bem bonita, azul bebé

Deste tudo, eu joguei, arrisquei e perdi
Agora

(Refrão)

(Ahhs)

(Refrão)

Príncipe do Egito

Música: Hans Zimmer

(Medley Instrumental)

vídeo

O Padrinho

Música: Stephen Schwartz

(Instrumental)

vídeo

Silêncio e Tanta Gente

Letra e Música: Maria Guinot

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
É um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar aonde não estou

Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou é um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p’ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d’aquilo que sou

Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Vocês Sabem Lá

Letra: Jerónimo Bragança | Música: Carlos Nóbrega e Sousa

Vocês sabem lá
A saudade de alguém que está perto
É mais, é pior
Do que a sede que dá no deserto
É chama que a vida ateia
Sem dó
Na alma da gente ao sentir
Que vive só

Vocês sabem lá
Que tormento é viver sem esperança
E ter coração
Coração que não dorme nem cansa
Não há
Maior dor nem viver mais cruel
Que sentir o amargo do fel
Em vez de mel
Vocês sabem lá

áudio

vídeo

Playback

Letra e Música: Carlos Paião

(Refrão:)
Podes não saber cantar
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em playback
Em playback
Em playback
Só precisas de acertar
Não tem nada que enganar
E assim mesmo sem cantar
Vais encantar
Em playback
Em playback
Em playback

Põe o microfone à frente
Muito disfarçadamente
Vai sorrindo qu’é p’r’a gente
Lá presente
Não notar

Em playback tu és alguém
Mesmo afónico cantas bem
Em playback
A fazer playback
E viv’ó playback
Hás de sempre cantar

Em playback, respirar p’ra quê?
Quem não sabe também não vê
Em playback
A fazer playback
E viv’ó playback
Dá p’ra toda uma soirée

(Refrão)

Abre a boca
Fecha a boca
Não te enganes
Não te esganes
Vais ter uma apoteose
Põe-te em pose
P’ra agradar

Em playback
É que tu és bom
A cantar sem fugir do tom
Em playback
A fazer playback
E viv’ó playback
H’as de sempre cantar

Com playback
Até pedem bis
Mas decerto dirás feliz
Em playback
A fazer playback
E viv’ó playback
Agradeces e sorris

(Refrão)

áudio

vídeo

Na Lua

Música: Pancho Alvarez

(Instrumental)

Maio, Maduro Maio

Letra e Música: José Afonso

Maio maduro Maio, quem te pintou
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou

Raiava o sol já no Sul, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua vinha lá de Istambul

Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa Maio de amores
Era o dia de cantar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua andava ao longe a varar

Maio com meu amigo quem dera já
Sempre no mês do trigo se cantará
Qu’importa a fúria do mar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça vamos lutar

Numa rua comprida El-rei pastor
Vende o soro da vida que mata a dor
Anda ver, Maio nasceu, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu

Ilha (Lua Extravagante)

Letra e Música: Vitorino

Se vai ao mar
Navio da boa hora
Pode encalhar
Na ilusão da glória
Em prata e oiro
Direi então a história
De um marinheiro
Que à Pátria não voltou

De amores primeiros
Se abandonou ao vento
Nos mares do Sul
Seu coração ficou
Ilha gentia
Viva no pensamento
Da aventura
À voz de uma monção
Que assoprou leve
O caminho a Oriente
À nau feliz
Por nunca mais voltar

(Repete)

áudio

vídeo

Desfolhada

Letra: José Carlos Ary dos Santos | Música: Nuno Nazareth Fernandes

Corpo de linho
Lábios de mosto
Meu corpo lindo
Meu fogo posto
Eira de milho
Luar de Agosto
Quem faz um filho
Fá-lo por gosto

É milho rei
Milho vermelho
Cravo de carne
Bago de amor

Filho de um rei
Que sendo velho
Volta a nascer quando há calor

(Refrão:)
Minha palavra
Dita à luz do sol nascente
Meu madrigal de madrugada
Amor amor, amor presente
Em cada espiga desfolhada

Minha raiz de pinho verde
Meu céu azul tocando a serra
Ó minha água e minha sede
Ao mar ao sul, da minha terra
É trigo loiro, é além Tejo
O meu país neste momento

O sol o queima
O vento o beija
Seara louca em movimento

(Refrão)

Olhos de amêndoa
Cisterna escura
Onde se alpendra
A desventura
Moira escondida
Moira encantada
Lenda perdida
Lenda encontrada
Ó minha terra, minha aventura
Casca de noz desamparada

Ó minha terra
Minha lonjura
Por mim perdida, por mim achada

(Refrão)

vídeo

Cavalo à Solta

Letra: José Carlos Ary dos Santos | Música: Fernando Tordo

Minha laranja amarga e doce
Meu poema
Feito de gomos de saudade
Minha pena
Pesada e leve
Secreta e pura
Minha passagem para o breve, breve
Instante de loucura

Minha ousadia
Meu galope
Minha rédea
Meu potro doido
Minha chama
Minha réstia
De luz intensa
De voz aberta
Minha denúncia do que pensa
Do que sente a gente certa

Em ti respiro
Em ti eu provo
Por ti consigo
Esta força que de novo
Em ti persigo
Em ti percorro
Cavalo à solta
Pela margem do teu corpo

Minha alegria
Minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura.

Minha laranja amarga e doce minha espada
Poema feito de dois gumes tudo ou nada
Por ti renego, por ti aceito
Este corcel que não sossego
À desfilada no meu peito

Por isso digo
Canção castigo
Amêndoa, travo, corpo, alma, amante, amigo
Por isso canto
Por isso digo
Alpendre, casa, cama, arca do meu trigo

Minha alegria
Minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia
Minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha alegria
Minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia
Minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura

áudio

Cacilheiro

Letra: José Carlos Ary dos Santos | Música: Gil do Carmo

Lá vai no mar da palha o cacilheiro,
Comboio de Lisboa sobre a água:
Cacilhas e Seixal, Montijo mais Barreiro.
Pouco Tejo, pouco Tejo e muita mágoa.

Na ponte passam carros e turistas
Iguais a todos que há no mundo inteiro,
Mas, embora mais caras, a ponte não tem vistas
Como as dos peitoris do cacilheiro.

Leva namorados, marujos
Soldados e trabalhadores,
E parte dum cais
Que cheira a jornais,
Morangos e flores.
Regressa contente,
Levou muita gente
E nunca se cansa.
Parece um barquinho
Lançado no Tejo
Por uma criança.

Num carreirinho aberto pela espuma,
Lá vai o cacilheiro, Tejo à solta,
E as ruas de Lisboa, sem ter pressa nenhuma,
Tiraram um bilhete de ida e volta.

Alfama, Madragoa, Bairro Alto,
Tu cá-tu lá num barco de brincar.
Metade de Lisboa à espera do asfalto,
E já meia saudade a navegar.

Leva namorados, marujos
Soldados e trabalhadores,
E parte dum cais
Que cheira a jornais,
Morangos e flores.
Regressa contente,
Levou muita gente
E nunca se cansa.
Parece um barquinho
Lançado no Tejo
Por uma criança.

Se um dia o cacilheiro for embora,
Fica mais triste o coração da água,
E o povo de Lisboa dirá, como quem chora,
Pouco Tejo, pouco Tejo e muita mágoa.

Marcha de Benfica nº2

Letra: Frederico de Brito | Música: Raúl Ferrão

Benfica tem de seu
O que ninguém lhe deu
Se tu lá vais, verás
Que hás de gostar

É um vergel em flor
A que o pincel deu cor
E os rouxinóis ali
Sabem cantar

(Refrão:)
Toma lá
Um balão
Põe-o já
Bem juntinho ao coração
Vês que fica
Todo vaidoso
A marcha de Benfica

Teu alecrim queimei
Que era p’ra mim já sei
Mas teu amor ficou
Feito em carvão

Resolvi só cantar
Lancei o pó ao ar
E onde caiu nasceu
Uma ilusão

(Refrão)

Teu cravo azul floriu
Todo o taful abriu
E um dia o sol queimou
Sem se importar

Tu és igual à flor
Do arraial do amor
Que um beijo só talvez
Faça queimar

Benfica, assim, não quer
Chegar ao fim sem ver
Seu nome audaz marcar
Como um valor

Ninguém supõe, talvez
Como se impõe de vez
Benfica foi e é
Sempre a melhor

(Refrão)

Águas do Dão

Letra e Música: Infantuna de Viseu

Quando Deus criou o Mundo
Por bondade ou brincadeira
Fez o céu, depois a terra
E a seguir a parreira
Fez o céu, depois a terra
E a seguir a parreira

É a alegria da vida
Que a gente sente melhor
O vinho é coisa santa
Não o bebesse o prior

(Refrão:)
Ai amor
Onde é que isto vai parar
Foram as águas do Dão
Fiquei de pernas pr’ó ar
Foram as águas do Dão
Fiquei de pernas pr’ó ar

E quando falta a coragem
Para a garota conquistar
Há sempre uns copos à espera
Que nos podem ajudar
Há sempre uns copos à espera
Que nos podem ajudar

Em tempo de marração
Quando tudo corre mal
Uma noitada nas águas
Levanta logo o moral
Uma noitada nas águas
Levanta logo o moral

(Refrão)

Madalena

Chorar
Como eu chorava
Ninguém
Pode chorar
Amar
Como eu amava
Ninguém
Pode amar

Chorava que dava pena
Por amor a Madalena
E ela me abandonou
E assim murchou
Em meu jardim essa linda flor

La-la-la-la-la-la
La-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la
(Repete)

E Madalena foi como um anjo salvador
Que eu adorava com fé
Um barco sem timão
Perdido em alto mar
Sou Madalena, por ti amor

La-la-la-la-la-la
La-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la
(Repete)

Chorar
Como eu chorava
Ninguém
Pode chorar
Amar
Como eu amava
Ninguém
Pode amar

Chorava que dava pena
Por amor a Madalena
E ela me abandonou
E assim murchou
Em meu jardim essa linda flor

La-la-la-la-la-la
La-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la
(Repete)

Assim Mesmo é que é

Letra e Música: Estudantina Universitária de Coimbra

Lá na aldeia onde eu sou
Não perdoo às raparigas
Se uma o olho me piscou
Meto-me logo em intrigas

Dou-lhe dois ou três beijinhos
E vai de bater o pé
Eu não quero mexericos
E assim mesmo é que é
Eu não quero mexericos
E assim mesmo é que é

(Refrão:)
Ai rapariga
Se fores à fonte
Vai pelo carreiro que chegas lá mais depressa
Ai tem cuidado
Com os rapazes
Loucos por ti vê lá se algum tropeça

No outro dia a Rosinha
Que é baixinha e trigueira
Foi ao baile com o António
Andaram na brincadeira

E agora já namoram
É tão bom de ver ai é
Qualquer dia hão de casar
E assim mesmo é que é
Qualquer dia hão de casar
E assim mesmo é que é

(Refrão)

Esta vida são dois dias
Diz o povo e tem razão
E se é tão pouco o tempo
Vou gozá-lo até mais não

E se encontro a minha amada
Sorridente e cheio de fé
Vou levá-la ao altar
E assim mesmo é que é
Vou levá-la ao altar
E assim mesmo é que é

(Refrão)

Ai rapariga, rapariga, rapariga
Rapariga, rapariga, rapariga tem cuidado
Ai rapariga, rapariga, rapariga
E assim mesmo é que é

Vira de Coimbra

Letra: Zeca Afonso - Música tradicional

Dizem que amor de estudante
Dizem que amor de estudante
Não dura mais que uma hora
Não dura mais que uma hora

Não dura mais que uma hora
Só o meu é tão velhinho
Inda não se foi embora
Inda não se foi embora

Coimbra p’ra ser Coimbra
Coimbra p’ra ser Coimbra
Três coisas há-de contar
Três coisas há-de contar

Três coisas há-de contar
Guitarra, tricana linda
Capas negras a adejar
Capas negras a adejar

Ó Portugal trovador
Ó Portugal trovador
Ó Portugal das cantigas
Ó Portugal das cantigas

Ó Portugal das cantigas
A dançar tu dás roda
A roda co’as raparigas
A roda co’as rapariga

Vou encher a bilha e trago-a
Vou encher a bilha e trago-a
Vazia como a levei
Vazia como a levei

Vazia como a levei
Mondego, que é a tua água
Que é dos prantos que eu chorei
Que é dos prantos que eu chore

Balada de Despedida do 5º ano Jurídico

Letra e Música: António Vicente, João Paulo Sousa, Rui Pedro Lucas

Sentes que um tempo acabou
Primavera de flor adormecida,
Qualquer coisa que não volta, que voou,
Que foi um rio, um ar, na tua vida.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O traçar da velha capa.

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo pr’a vida.

Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar,
E no lento cerrar dos olhos teus
Fica a esperança de um dia aqui voltar.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O traçar da velha capa.

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo pr’a vida.